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No Centro Histórico, a primeira visita da campanha

Fábio Velame (Sumai), Lorene, Adan, João, Miguez e Luiz Freitas (patologista, professor da Famed), diante do painel de Carlos Bastos no gabinete do diretor

Não houve descanso para a chapa Somos UFBA depois do caloroso debate da quinta-feira, 26 de abril, na Faculdade de Arquitetura. Já na manhã da sexta-feira, João e Miguez estavam prontos para a primeira das muitas visitas programadas às várias unidades da Universidade.  E fazia todo sentido começar o percurso por um lugar que está não apenas nas fundações arquitetônicas e culturais da cidade de Salvador, mas também nas fundações conceituais da Universidade Federal da Bahia: a Faculdade de Medicina, no Terreiro de Jesus.

Afinal, foi de seu vasto e elegante gabinete de diretor instalado nessa escola de medicina pioneira do Brasil (1808) que Edgard Santos começou a esboçar nos anos 1940 a primeira universidade baiana, fundada em 1946.

João, Adan e Olival Freire, pró-reitor de Pesquisa, em primeiro plano. À esquerda, Fabiana Dultra, pró-reitora de Extensão, Lorene e Miguez

O reitor João Carlos Salles, o vice-reitor Paulo Miguez e alguns membros da equipe de gestão chegaram no Terreiro de Jesus às 10 horas. Foram recebidos pelo diretor da Faculdade de Medicina, Luiz Adan, naquele mesmo gabinete que abrigou o fundador da UFBA, tantos de seus antecessores e sucessores, e onde uma das paredes exibe, desde 1982, um grande e belo painel de Carlos Bastos representando a abertura dos portos brasileiros às nações amigas (1808). Guiados pelo professor Adan, percorreram o primeiro andar do prédio, passaram pela sala da congregação e pelo salão nobre, por corredores carregados de história e, num deles, se detiveram para uma conversa no arquivo histórico da Faculdade.

No trajeto, visita ao arquivo

Em fase final de recuperação, com uma parte dos documentos já reorganizados e outros em processo de higienização e catalogação, o arquivo reúne material histórico da Faculdade desde 1864. Há peças preciosas e outras curiosas, como uma carta do professor Alfredo Thomé de Britto (1863-1909) à Congregação, pedindo autorização para usar um novo recurso tecnológico que prometia ser de grande importância no diagnóstico de doenças. Na verdade, já em 1897 ele usaria aqui a radioscopia por raio X, graças ao equipamento que trouxera da Europa.

A caminhada levou aos corredores externos do primeiro andar, de onde se vêem os jardins, e a uma parada para uma conversa sobre o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Gregório de Mattos com funcionários da unidade e uma equipe da diretoria do Centro Antigo da Conder (Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia). Ainda instalado dentro do prédio histórico, o CAPS, que atende à comunidade local do Terreiro e Pelourinho, deve ser transferido para uma casa na área, mais adequada aos serviços que presta à população.

Miguez distribui o jornal para alunos do Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho…

Antes, no mesmo andar, ocorrera parada importante numa sala de aula do Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho, em aula da professora Mônica Angelim. João e Miguez apresentaram aos estudantes da pós as razões por que inscreveram seus nomes à reeleição, os desafios que hoje se apresentam à defesa da universidade pública, gratuita, inclusiva e de qualidade, e responderam a indagações dos alunos sobre diferentes temas. Falaram também nesse encontro o diretor da Faculdade e a ex-diretora Lorene Pinto, hoje pró-reitora de Desenvolvimento de Pessoas.

… em aula da professora Mônica Angelim

No térreo e subsolos, o trajeto envolveu uma visita à importante Biblioteca Gonçalo Muniz – também em tempos de recuperação e resgate de seu acervo de obras raras, periódicos e teses – guiada por sua coordenadora, a bibliotecária Ana Lúcia Albano (vale a pena ler, a propósito, reportagem publicada em abril passado pelo Edgardigital, http://www.edgardigital.ufba.br/?p=2382). Distribuída em três pisos e ocupando hoje o espaço que em anos passados abrigou o Instituto Médico-Legal Nina Rodrigues, a biblioteca tem algo entre 70 mil e 100 mil obras, o que só se saberá com rigor quando for concluída a catalogação iniciada, um trabalho para alguns anos.

Visões da Baía…

… e conversa sobre o CAPS Gregório de Mattos…

A visita de João e Miguez se estendeu ao posto de saúde de atendimento à comunidade, muito bem instalado no subsolo do prédio, e que realiza diariamente cerca de 80 consultas de diferentes especialidades.

Os dois belos museus sediados no prédio da Faculdade de Medicina, o de Arqueologia e Etnologia (MAE), implantado no sítio arqueológico colonial que guarda os vestígios arquitetônicos mais completos do antigo Colégio dos Jesuítas, construído a partir de meados do século XVI, e o Afro Brasileiro (Mafro), foram os alvos seguintes da visita. Sobre ambos há notícias e reportagens no Edgardigital, incluindo a publicada não final de semana sobre a mais recente exposição em cartaz no Mafro (http://www.edgardigital.ufba.br/?p=7582) .

Na Biblioteca Gonçalo Muniz, com Ana Lúcia Albano

No Mafro, Com Graça Teixeira

No MAE, com Marco Tromboni

A visita à UFBA do Centro Histórico de Salvador se completou com a ida de João e Miguez ao Museu de Arte Sacra para uma conversa com os funcionários sobre a chapa Somos UFBA. Vale lembrar que, por convênio renovado no fim do ano passado com a Arquidiocese de Salvador, assinado pelo reitor João Carlos Salles e pelo arcebispo Dom Murilo Krieger, a administração deste que é um dos mais importantes museus de Salvador continua e continuará por mais 60 anos sob responsabilidade da UFBA, que o restaurou pela primeira vez em 1958. Na igreja do belíssimo conjunto arquitetônico da Ladeira do Sodré, ao lado do diretor do Museu, Francisco Portugal, João e Miguez expuseram sua proposta e desafios e responderam às questões dos funcionários.

Francisco Portugal, João e Miguez…

falando a funcionários no Museu de Arte Sacra (no primeiro banco, de blusa branca, Dulce Guedes, pró-reitora de Administração)

Do centro para Ondina – No começo da tarde, João e Miguez fizeram uma visita à Pró-Reitoria de Extensão e em reunião coordenada pela pró-reitora Fabiana Dultra,  além de expor sua plataforma para os funcionários, deles ouviram uma série de considerações sobre melhorias nas instalações físicas e na dinâmica de funcionamento da unidade, mas, principalmente, sobre o sentimento que têm hoje de que a Extensão desfruta de verdadeiro protagonismo na universidade. Também fizeram perguntas sobre pontos que em seu entendimento precisam ser aperfeiçoados ou melhorados.

O time da Proext, após reunião com João e Miguez