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Na Sumai, o começo da segunda semana

Equipe se reúne para foto no final dos debates: à direita de João, Fábio Velame e Antonio Lobo

A segunda semana de visitas da chapa Somos UFBA, para a reeleição do reitor João Carlos Salles e do vice-reitor Paulo Miguez, começou cedo, na manhã da segunda-feira, 7 de maio, pela Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sumai), um dos principais polos de parte considerável das demandas da comunidade universitária.

Explica-se: a Sumai, órgão da administração que substituiu a antiga prefeitura do campus, além de responder pela gestão de obras novas, é diretamente responsável pela manutenção, em múltiplos aspectos, dos 164 prédios da universidade, que somam 350 mil metros quadrados de área construída implantados em uma área total de 1.140 hectares quadrados, utilizados por uma população de cerca de 53 mil pessoas. Esse número, aliás, tem levado Miguez a observar seguidas vezes que, se a UFBA fosse uma cidade, estaria entre os primeiros 50 municípios baianos em população.

Antes da parada para uma conversa prolongada com mais da metade dos cerca de 140 servidores e 30 funcionários terceirizados da Superintendência, João, Miguez e membros da equipe de gestão percorreram as várias salas de trabalho da sede da Sumai, quase todas com um grau de aproveitamento do espaço impressionantemente alto.

João e, em sentido horário, Lobo, João, Marcia Pinheiro, coordenadora de Projetos e Obras, Paulo Márcio, coordenador do Núcleo de Orçamento, e Edvaldo Lima, da Sumai. Lorene Pinto, pró-reitora de Aperfeiçoamento de Pessoal, e Denise Nogueira

Grupo reunido na visita à Sumai antes da conversa com a chapa Somos UFBA

João lembrou a todos as dificuldades enfrentadas tão logo assumiu a reitoria, em setembro de 2014, com a dívida encontrada de R$ 28 milhões, em paralelo a obras em andamento com problemas variados. Recordou como a situação foi enfrentada, por exemplo, com a decisão de paralisação e a realização de uma sindicância de todas as obras, em paralelo à implantação de um modelo de gestão eficaz que permitiu zerar a dívida nos anos de 2015 e 2016 e mantê-la em nível baixo e administrável em 2017.

Retomadas as obras principais, depois de constatados os variados problemas em seus projetos, contratação ou execução, com um plano de prioridades devidamente aprovado pelo Conselho Universitário (Consuni), a UFBA pode contabilizar neste final de gestão mais 21 mil metros quadrados de área construída e outros 21 mil metros quadrados de área recuperada, “tudo isso com decisiva participação dos servidores e terceirizados da Sumai”, João observou.

Eram 19 obras em andamento quando chegou à reitoria, João disse. Hoje, 9 estão concluídas, 6 estão em andamento e 4 foram suspensas definitivamente. Entretanto, as dificuldades que se apresentam à sua continuidade não são pequenas, por força das políticas restritivas do governo federal. Todas essas obras demandam investimentos aproximados de R$ 70 milhões e, neste ano, o governo liberou até agora apenas R$3,7 milhões de recursos de capital para a universidade.

Miguez destacou em sua fala o trabalho da Sumai, que tem acompanhado diretamente nesses quatro anos, o desafio que significa a manutenção dos 164 prédios da universidade, “80% dos quais com mais de 40 anos de uso”, e se deteve na dimensão central da superintendência no trabalho de gestão da universidade.

Na conversa que se seguiu às falas de João e Miguez, Fábio Velame, professor da Faculdade de Arquitetura e superintendente do órgão, deu detalhes do roteiro de obras em curso na UFBA, e Antonio Lobo, professor do Instituto de Geociências e coordenador de Meio Ambiente na Sumai, lembrou, entre outras questões e informes, que até junho a UFBA terá completado seu projeto de implantação de mil mudas de espécies da Mata Atlântica em seus campi.

Entre os temas propostos pelos servidores apareceram o desafio do atendimento a milhares de solicitações de serviço anuais, os problemas de segurança, e a importância de se manter a ideia contida no slogan “Somos UFBA” na prática cotidiana da gestão. A propósito da segurança, João observou que o contrato com a empresa que atende a UFBA nesse item, a Map, tem um custo anual de R$22 milhões, “mas não se resolverá a questão da segurança sem uma política conjunta, que envolve iluminação, poda de árvores, uma série de outros aspectos e, principalmente, a ocupação dos espaços pela comunidade”.  Tanto é assim que, durante o Fórum Social Mundial 2018, de 13 a 17 de março, quando em torno de 80 mil pessoas frequentaram os espaços da UFBA, o número de episódios de violência, ressaltou, “foi zero”.

A reunião terminou com uma conclamação à participação de todos na votação dos dias 22 e 23 próximos, em defesa da universidade pública, gratuita, inclusiva e de qualidade, que hoje vem sofrendo ameaças de muitos atores.