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A palavra compartilhada para aprofundar uma plataforma

Expressivas declarações de apoio à chapa Somos UFBA, junto com perguntas, posicionamentos e sugestões acerca de temas tão diversos quanto autonomia universitária, ações afirmativas, terceirização, acesso da população às produções culturais da UFBA, atendimento à saúde da comunidade universitária e assédio moral, encaminharam por mais de duas horas o primeiro debate da campanha para eleição de reitor e vice reitor, após as falas iniciais da comissão eleitoral e dos candidatos.

A dinâmica do debate proposta pela comissão o organizou em três blocos e, ao fim de cada um deles, João e Miguez fizeram sua parte no diálogo, Assim, no primeiro bloco manifestaram-se Antonio Lobo, professor do Instituto de Geociências (IGeo) e coordenador de Meio Ambiente da UFBA; Hugo Dantas, estudante de Serviço Social; Rodrigo Pereira, estudante; Daniela Rebello, estudante, representante da UNE; José de Deus, servidor técnico administrativo; e Renato Jorge Pinto, coordenador da Assufba (pela ordem, nas fotos abaixo).

No segundo bloco, logo depois de uma rápida passagem da senadora Lídice da Mata pelo auditório de Arquitetura para levar seu abraço a João e Miguez e reiterar seu apoio à chapa Somos UFBA, manifestaram-se José Willian, estudante de Medicina; Paulo Vaz, servidor técnico; Francisco Vilares, servidor técnico; Ricardo Fernandes Carvalho, professor, vice-presidente da Apub; Victor Santos, estudante indígena, e Raquel Franco, estudante (pela ordem, nas fotos abaixo).

No terceiro bloco foi a vez de Antônio Bomfim, servidor técnico da coordenação da Assufba; Carlos Magno, professor do IFBaiano; Paul Regnier, professor do Instituto de Matemática e Estatística; Eliete Gonçalves, servidora técnica; Mitermayer Galvão dos Reis, professor da Faculdade de Medicina, e Mônica Angelim, professora da Faculdade de Medicina (pela ordem, nas fotos abaixo).

O arco amplo de temas levantados permitiu que João e Miguez abordassem praticamente todos os principais pontos da campanha e os mais importantes desafios que, já se sabe, estão postos para os próximos quatro anos. Mais ainda, possibilitou que, além de informar a realização do terceiro congresso da UFBA de 14 a 16 de outubro próximo, João anunciasse ali mesmo a proposta de implantação do Serviço de Atendimento ao Pesquisador e ao Extensionista (Sape).

Também registrou que a administração não se furtaria ao debate de questões relevantes ora colocadas para a UFBA, como a da implantação de cotas em concursos docentes. “Os coletivos estão pedindo, e destaco o Luiza Bairros, que tenhamos o aumento das cotas, em concursos docentes. Penso que estamos maduros para, resguardando em conjunto o interesse da universidade, enfrentar esse debate”, disse o reitor.

Sobre o Sape, destacou que a Propci já faz o acolhimento do pesquisador, mas entende ser importante ampliar e criar novos instrumentos de assistência ao pesquisador e ao extensionista, para que, sobre uma base segura, essas atividades tenham mais condições de ampliar seus voos.

Vale destacar outros pontos de seu diálogo com os interlocutores: a importância de respeito e acolhimento aos terceirizados; a importância de uma manifestação sempre altiva da Universidade, combatendo restrições orçamentárias e cortes que afetam a pesquisa, inclusive os praticados pela FAPESB; o cerceamento financeiro à universidade pública, que tem sido praticado escandalosamente ao lado de excessivo financiamento de setores privados da educação; as formas de acolhimento, cabendo aprofundar e fortalecer todos os gestos de acolhimento, como o decorrente da própria implantação da Ouvidoria na atual gestão e iniciativas como o PSIU; as medidas de qualificação dos técnicos, no que se podem destacar medidas já tomadas pela Prodep; as questões de interesse social, em relação às quais a universidade não pode se omitir, como o extermínio de jovens negros em nossas periferias. Enfim, acerca de todos os pontos, das condições da pesquisa, ressaltou-se tanto o método de conduzir as questões mais importantes e as decisões mais significativas por meio de amplo e democrático debate, quanto a perspectiva de sempre avivar o laço interno entre excelência acadêmica e compromisso social.

 

 

 

Entre outras intervenções importantes, chamaram atenção no debate a fala de Bonfim, pelo humor ao brincar com as palavras, observando que se o reitor é magnífico, “a gestão do filósofo e do economista (João e Miguez) é esplêndida”, e a de Mitermeyer, que, ao lado de sugestões para  os próximos quatro anos, destacou como puro resultado da competência da atual gestão o fato de esta eleição ser disputada por uma chapa única, o que jamais havia acontecido, desde 1983.

A fala de encerramento de João destacou que, nessa experiência nova, singular, da chapa única para a reitoria, os debates abertos, honestos, com a discussão clara das dificuldades e dos desafios, têm papel fundamental para aprofundar a plataforma proposta. “Mais do que nunca temos que mobilizar nossa comunidade em defesa da UFBA e demonstrar ao MEC o grande patrimônio que esta universidade representa para a Bahia e para o país”, disse. E Miguez terminou chamando todos a trabalharem por um resultado o mais expressivo possível na votação, em defesa da universidade, afinal, como afirmou, “Votar é defender a Universidade”.